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Fujo para longe de ti,
evitando-te como a um inimigo,
mas incessantemente
te procuro em meu pensamento.
Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo,
eu te odeio, eu te amo. -
Ei, por muito tempo eu apenas observava o amor, de longe. Eu não queria nem precisava dele. Mas você, de algum jeito, está me fazendo acreditar que eu não preciso estar sozinha
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Se eu tivesse apenas uma hora de amor,
Se isso é tudo o que me foi dado,
uma hora de amor sobre a terra,
Eu daria meu amor a ti. -
_ Sabe o que vem a ser a amizade?
_ Sim, é ser como irmão e irmã; duas almas que se tocam sem se confundir, dois dedos da mão.
_ E o amor?
_ Oh, o amor! É ser dois e não ser mais que um. Um homem e uma mulher que se fundem num anjo. É o céu. -
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Querida Karen,
Se está lendo isso é porque eu realmente tive coragem de enviar.
Então, bom para mim!
Não me conhece muito bem, mas se deixar, verá que tenho tendência a falar que tenho dificuldade para escrever, mas isso… Isso é a coisa mais difícil que já tive que escrever. Não há maneira fácil de dizer, então vou falar logo.
Conheci uma pessoa.
Foi um acidente. Eu não estava à procura e não estava preparado.
Foi uma tempestade perfeita. Ela falou algo, eu também. Quando vi, queria passar o resto da minha vida nessa conversa. Agora estou com a intuição de que ela pode ser a mulher certa.
Ela é totalmente louca, de um jeito que me faz sorrir, altamente neurótica. Uma grande dose de manutenção necessária.
Ela é você, Karen. Essa é a boa notícia.
A má é que não sei como ficar com você nesse momento. E isso assusta pra caralho. Porque se não ficar com você agora, sinto que nos perderemos. O mundo é grande, mal, cheio de reviravoltas. As pessoas costumam piscar e perder um momento. O momento que poderia mudar tudo. Não sei o que está acontecendo entre nós, e não posso dizer por que você deveria gastar um pouco de fé em alguém como eu.
Mas como seu cheiro é bom, como o lar! E faz um ótimo café, isso tem que valer alguma coisa.
Me liga.
Infielmente seu,
Hank Moody.
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Para minha querida e linda filha.Estou escrevendo uma carta. É verdade, uma carta como antigamente. Essa é uma arte perdida, sério.Eu tenho uma confissão para fazer. Não gostava muito de você no começo… era uma tagarela irritante. Mas cheirava bem… a maior parte do tempo.Mas não parecia ter grande interesse em mim. O que eu claro, achei vagamente insultante. Era só você e sua mãe contra o mundo. Engraçado como algumas coisas nunca mudam…Portanto eu atravessei a vida assumindo os riscos como um idiota. Sem realmente perceber o que ser pai muda em nós. E não lembro exatamente o momento onde tudo mudou. Apenas sei que mudou.A um minuto atrás eu era insuperável, nada podia me tocar. Então. No seguinte. De alguma forma o meu coração batia fora do meu peito. Expondo a todos os elementos.Amar-te tem sido a experiência mais profunda, intensa, e dolorosa da minha vida. De fato, tem sido quase demais para suportar.Como seu pai, fiz um voto silencioso de te proteger do mundo. Sem perceber que iria ser eu, quem te mais magoaria nessa vida.Quando rebobino para frente o meu coração despedaça-se. Mais porque não te imagino falando de mim com orgulho. E como você poderia?O teu pai é uma criança num corpo de homem. Ele preocupa-se com nada e com tudo, ao mesmo tempo. Ninguém acha que ele pode agir.Alguma coisa tem que mudar!Alguma coisa tem que ceder!Pois está tornando-se escuro. Escuro demais para ser ver .
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Eu mandava e desmandava naquele corpo…
até o dia em que o contrato acabou.Hoje o corpo passa a centímetros de mim
sem piscar nem lembrar quem o fazia gotejar e até escorrer.Eu já mandei naquele corpo.
Agora não faço a menor diferença. -
Bastava um desvio de suspiros e aquilo tudo se acalmava, ou fingia que sim.

